Você já parou para pensar por que e de que forma os professores podem utilizar o celular em sala de aula? Seria viável trabalhar com esse dispositivo? Se sim, em qual(is) contexto(s)? Foi pensando nessas questões que o curso “Escola com Celular – o uso de dispositivos móveis na Educação” abriu a sua primeira web aula.

Segundo um estudo da Agência de Telecomunicações da ONU, o número de celulares no Brasil, em 2001, era de 23,6 milhões, enquanto, em 2014, esse número aumentou mais de dez vezes, atingindo a marca de 272,72 milhões. A pesquisa indica ainda que atualmente as pessoas são impulsionadas a utilizar o aparelho cada vez mais cedo. Uma prova disso está na pesquisa “Gerações interativas Brasil – crianças e adolescentes diante das telas”, realizada pela Fundação Telefônica, em 2012. A pesquisa aponta que 44,5% das crianças ganharam o primeiro celular entre 10 e 12 anos.

Partindo do princípio de que os jovens acessam as tecnologias móveis cada vez mais cedo, o que será que eles têm a dizer em relação ao uso (ou não) desses recursos em sala de aula? De acordo com a pesquisa “O que pensam os jovens de baixa renda sobre a escola?”, realizada pelo Cebrap, em 2012, os jovens reclamam sobre a falta dos recursos tecnológicos em sala de aula. Numa época em que os recursos estão disponíveis com mais facilidade, cabe a pergunta: Por que não aproveitar o acesso generalizado aos dispositivos móveis na Educação? O conteúdo pode (e deve) ser articulado ao currículo e à realidade das escolas.

O celular pode ser usado, entre várias possibilidades, para registrar, socializar informações e construir redes de aprendizagens. Que tal aproximar a escola do que é familiar aos alunos para, assim, ampliar as possibilidades de aprendizagem?!